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       História da  Prata


 

A prata é conhecida pelo homem desde a Pré-História, estimando-se que a sua descoberta se fez pouco depois da do ouro e do cobre. A referência mais antiga que se conhece ao elemento é o livro do Genesis. Os Egípcios consideravam o ouro como o metal perfeito, atribuindo-lhe o símbolo de um círculo, enquanto a prata era tida como a mais próxima do ouro em perfeição, pelo que lhe foi atribuído o símbolo de um semi-círculo. Este semi-círculo terá dado origem, mais tarde, a uma lua crescente, provavelmente devido à semelhança entre o brilho do metal e o da lua. Os Romanos chamavam a prata de argentum, mantendo-se este como nome internacional do elemento, de onde deriva o seu símbolo químico.

Tal como o ouro, a prata era considerada pelos Antigos um metal quase sagrado e por conseguinte, de uso extremamente restrito. A sua maleabilidade e ductilidade tornam-na ideal para fins decorativos. Era também usada no pagamento de dívidas, na decoração pessoal ou na ornamentação de locais religiosos e em utensílios nas casas das classes mais abastadas.

Certas escórias minerais existentes em antigas minas na Ásia Menor e em algumas ilhas do mar Egeu, indiciam que já se sabia como separar a prata do chumbo há mais de 5000 anos. O ouro e a prata eram extraídos dos seus minérios e ligados a chumbo. Após oxidação desta mistura, era então possível obter os metais preciosos.

Ocorrência

O principal mineral de prata é a argentite (Ag2S), que ocorre normalmente associada a outros sulfuretos como o de cobre ou de chumbo. Outros minerais de prata são a cerargirite (AgCl), a proustite(3Ag2S.Ag2S3), a pirargirite (3Ag2S.Sb2S3), a stefanite (5Ag2S.Sb2S3) e a prata nativa. A prata ocorre na maior parte dos minérios de chumbo e de cobre, e pontualmente associada a arseneto de cobalto e a ouro. A maior parte da prata produzida é um produto secundário do processo de extracção destes metais. No entanto algumas minas ocupam-se exclusivamente da exploração deste elemento.

Os maiores produtores mundiais de prata são os EUA, o Canadá, o México, a Bolívia, a ex-URSS, a Austrália e a Alemanha.

Aplicações

O composto inorgânico de prata mais importante é, sem dúvida, o nitrato, pois é utilizado em quase todos os processos de obtenção dos outros compostos. O nitrato de prata encontra vasta aplicação em fotografia, xerografia, electrodeposição química, em componentes de baterias e pilhas, na Medicina e como catalisador. O cloreto de prata é outro importante composto, devido à sua ductilidade e maleabilidade. Os compostos orgânicos do elemento usam-se no revestimento de diversos metais e de barras de dinamite ou outros explosivos.

A mais importante liga deste elemento é a prata-cobre, tradicionalmente produzida para o fabrico de moedas. Actualmente esta liga foi substituída por outra, menos dispendiosa, de cobre-níquel. Existem outras ligas de prata usadas no fabrico de radiadores para a indústria automóvel, e na produção de instrumentos musicais.

A indústria química utiliza a prata metálica como catalisador de diversas reacções como a oxidação do etanol e de outro alcoóis. A indústria petrolífera também utiliza o nitrato de prata como catalisador. Durante muitos anos, os espelhos eram feitos por deposição de uma pequena película de prata sobre uma superfície de vidro. Actualmente utiliza-se alumínio para este fim.

Acção Biológica

A prata não é tóxica. No entanto, a maior parte dos seus sais são venenosos devido à presença de aniões. Estes compostos são absorvidos pelo corpo e permanecem no sangue até se depositarem nas membranas mucosas, formando um película acinzentada. Existem, contudo, outros compostos de prata, como o nitrato, que têm um efeito anti-séptico. Usam-se soluções de nitrato de prata no tratamento de irritações de membranas mucosas da boca e garganta. Algumas proteínas contendo prata são poderosos agentes anti-irritantes das membranas dos olhos, ouvido, nariz e garganta.